Stéphanie Cornell é condenada a prisão máxima, onde estão os piores assassinos, pouco violentos, mas muitos espertos. No presídio é exigido que todos os presidiários que são condenados passem por Psiquiatras para manter a consciência de suas atitudes, mesmo que ajam casos perdidos, em verdade isso só é exigido para tirar de alguma forma algo útil, tanto para casos não terminados, quanto para possíveis tratamentos. Todos são obrigados a ficar em quartos brancos, apenas com camas, e paredes almofadadas para que não haja risco de fuga, todos separados. Os presidiários saem de seus quartos apenas para almoçar, jantar e tomar sol por um tempo. O presídio não tem problema em soltar os presidiários juntos no mesmo ambiente de almoço e jantar, pois os assassinos não são pessoas violentas ou anti-sociais, mas sim pessoas influentes, simpáticas, alegres, bonitas, com apenas uma característica que as prejudica e as separa da sociedade, a ausência de sentimentos mais chamada de psicopatia. Stéphanie Cornell, acaba de estrear esse novo ambiente em sua vida, foi condenada por matar e torturar jovens, desde cedo mostra grandes probabilidades de ser mais uma criança saudável e bonita a ter nascido com a ausência de sentimentos como culpa, misericórdia ou até amor. Para que veja meus exemplos de melhor ângulo, então os enxergue como pessoas e suas aparências, assim sempre que falarmos de amor verá uma mulher jovem, e sempre que falar de culpa verá um homem chorando nos cantos, e quando ver a misericórdia pelos olhos de um assassino, verá então um mendigo fraco se rastejando no chão, sem força para fazer nada apenas com medo de ferir pessoas sem valor. Mas também a Cornell mantém o respeito com uma dessas pessoas, ela não é um sentimento, mas ainda assim é forte e modela seu dia-a-dia com perfeição, aos olhos de Stér e Samanta sua irmã, essa pessoa anda de jaqueta de couro e ouro nas mãos, ela só aparece para os egoístas e principalmente com a falta de todos esses sentimentos de que falei, é chamada individualidade. Agora que conhece o interior delas, monte duas meninas lindas em sua mente, uma loira e uma morena, detalhes a parte, monte-as por dentro, tire delas o que você mais tem, amor, felicidade, amigos, paixões, culpa, medo, tire tudo e inclua no lugar, perfeição, egoísmo, prazer, malicia, segurança e principalmente individualidade. É então que conhecera Stéphanie e Samanta Cornell. Stéphanie mais conhecida como Stér, enganou e matou grande parte de pessoas conhecidas, junto com sua irmã mais nova Samanta Cornell que por mera coincidência nasceu no mesmo teto com a infelicidade de ser igual a irmã mais velha, procurada também por tortura e assassinato. Olhando pelo lado sentimental dentro de cada um de nós, temos a tal esperança de que pau que nasce torto pode ser concertado com o amor, mas nesse caso, existe o nascer mal e morrer mal, se irmos mais afundo pegaremos no colo Stéphanie Cornell, um bebe lindo de nove meses, pele morena e futura típica brasileira com sorte de traços iguais a de uma índia, encantadora. Dizem que bebes não merecem morrer, pois nascem inocentes, pode-se dizer que isso é uma verdade, mas não a verdade absoluta, pois por mais que doe a quem doer, Stéphanie Cornell desde criança não adquiriu sentimentos, então o futuro dela sem cura seria mentir, enganar e matar e por sorte ser presa, a quem descorde, então crie um alguém igual a ela em casa e veja se milagres são reais. O caso das irmãs é duvidoso, pois são muitos corpos e torturas para apenas duas garotas esconderem e limparem tudo, com investigações aprofundadas no caso estão descobrindo que existe a possibilidade de ter mais pessoas evolvidas. Stéphanie Cornell, foi presa a 1 ano, diferente dos outros presos, ela ainda passa por interrogatório, pois esta desaparecido um jovem chamado Robin Pan de apenas 29 anos, e uma jovem de 23 anos chamada Caroline Santana, foi encontrada assassinada com uma bala alojada em sua testa. O investigador se chama Charlie Milton, um homem humilde, bom, dedicado, mas ao mesmo tempo amargurado. Com cabelos grisalhos, olhos negros, e estatura media, tinha uma filha de 5 anos, chamada Maria Milton, morta em segundo de abril por um assassino que lhe ofereceu um passeio depois da escola em um parque. A criança foi encontrada no dia seguinte envenenada naquele parque, logo depois dessa tragédia a esposa de Charlie se matou enforcada. Então com essa vida, deduz-se que Charlie não tenha muitos motivos para sorrir. Pessoas dizem que isso é um tipo de plano divino, ou algum tipo de destino, diga isso para Charlie Milton, agora sozinho, graças ao plano divino. Charlie Milton se dedicou obcecadamente pelo trabalho, cuidando apenas de assassinos perigosos, se dedicou diariamente por alguns anos não definidos para o caso das irmãs Cornell, Obcecado pelo caso delas, ele sempre visita Stéphanie para fazer perguntas sobre o paradeiro de sua irmã, e para ver se Stéphanie confessa o crime de Caroline Santana.
Em uma sala branca, sem janelas, com apenas um gravador, esta o investigador Charlie Milton, olhando seriamente para a porta, onde em poucos segundos irá entrar a assassina que ele procurou a vida inteira, mesmo a vendo sempre, toda vez parece ser a primeira. Nervoso ele se senta, sempre nervoso, sempre impaciente, nunca compreendido, mas sempre sabe compreender. Olha para a parede e vê o relógio batendo seus eternos segundos, ‘relógio mal’, pensa Charlie, nem volta, nem adianta, a mesma hora de ontem, é a mesma hora de hoje, o tempo não passa, na verdade é aquele relógio que não para, é ele o mal, nos deixando com pressa e angustia, que a verdade seja dita. De repente a porta se abre, e dela saem os enfermeiros levando Stéphanie pelos braços, ela se senta, toda de branco, com o rosto pálido e os cabelos longos e negros, pele morena, jovem e bonita, mas com um rosto machucado pela falta de cuidados. Os enfermeiros saem, ao fecharem a porta, Stéphanie olha para Charlie com o famoso olhar que ele tanto esperava ver, ela ergue os olhos castanhos, levantando sua sobrancelha pontuda, mostrando assim um olhar penetrante e ameaçador.
_ Sente-se senhorita Cornell. _ Já estou à-vontade. Diz Stéphanie com arrogância. _ Pois bem, você esta aqui para me dizer onde esta sua irmã Samanta Cornell. _ Eu realmente não sei. _ Não sabe. Está bem. O investigador coloca suas mãos brancas no bolso de seu casaco marrom, de dentro tira uma pequena foto, mostra para Stéphanie e diz: _ Conhece esse menino? _ Sim conheço. _ Onde ele esta? _ Isso não dá para dizer. _ O nome dele é Robin Pan, desapareceu com 29 anos, e está sendo procurado a três meses, como a senhora já sabe, a amiga dele chamada Caroline Santana de 23 anos foi encontrada enterrada em um terreno abandonado com um buraco na cabeça. Investigamos aquele terreno, e encontramos pistas do tal assassino e lá foi encontrado pegadas que aparentam serem botas do numero 36 e junto com essas pegadas encontramos também digitais, que não são de Caroline. _ E são minhas? Pergunta Stér com profunda ironia. Charlie tira novamente do bolso um papel com anotações, ao iniciar a leitura ele demonstra total ironia sobre o que esta lendo. _ Bom, antes de vermos isso, fomos procurar as ultimas pessoas com quem Robin e Caroline estiveram antes do assassinato e do desaparecimento e pessoas da cidade afirmam que você era casada com Robin Pan, e os pais do garoto dizem que você é a assassina do filho deles, e quando fomos para o litoral procurar sobre Caroline, soubemos que ela havia viajado com uma amiga chamada Samanta Cornell e depois disso ela nunca mais voltou. _ Não fomos nós. _ E quem foi? Stéphanie dá um sorriso irônico e diz: _ Acha mesmo que eu sei? O Investigador coloca a mão sobre a cabeça olhando para baixo, respira fundo, e diz: _ Já que você não ira dizer, então continuaremos a nos encontrar, até que você descida acabar com isso. Confesso a você, torturas não são permitidas em interrogatórios, mas se fossem a senhorita seria a primeira da minha lista. Stéphanie se descontrola e diz alto: _ Com certeza eu estaria senhor Charlie Milton, mas talvez eu não estivesse mais, se o senhor parasse de me interrogar e fosse cuidar um pouco da sua vida, me deixando em paz, talvez o senhor esquecesse o quanto dói perder a filha para um de nós. O coração de Charlie acelera, mas ele não se deixa abater por uma ofensa, mantendo a postura, ele se foca em ser sempre profissional. Olha para Stéphanie e diz: _ Não tenho mais pelo que me doer, não perdi minha filha para nenhum de vocês. Mas não vamos ser tão formais Stéphanie, ambos sabemos que entre nós há uma questão pessoal em jogo. Não quero que isso continue, afinal você já foi detida não é? Charlie dá um sorriso irônico e se retira da sala. Stéphanie pega uma caneta e começa a rodá-la na mesa, sobe a sobrancelha e seu rosto para no ar, com seu olhar fixo para frente. O relógio continua a bater, o mal, aquele que nunca volta e nunca vai, mas Stér observa novamente e vê o impossível acontecer, o relógio começa a voltar, cada minuto, cada hora, cada dia, cada semana, cada ano, e agora a única coisa que ela consegue pensar era em sua maravilhosa vida.
Meu nome é Stéphanie Cornell, mas todos me chamam de Stér, nasci em 1985 em uma cidade pequena no Brasil na qual nem me lembro o nome, e eu sou considerada um psicopata serial killer. Hoje tenho 25 anos, sou órfã dês de 1999 nos meus 14 anos, tenho cabelos longos e pretos, sou morena, se pretende me imaginar lembre-se de uma índia. Tenho uma irmã mais nova chamada Samanta Cornell, ela tem 23 anos, e está foragida. Ela é a única família que me restou dês de que meus pais morrerão em um incêndio e minha avó sofreu um acidente. Alem dela também tenho comigo dois cúmplices, também foragidos. Nossas vidas foram baseadas em mortes e mentiras. A sociedade insiste em nos ignorar, achando que a maldade ela pode ser curada facilmente com uma pressão psicológica, como se um assassino pudesse se arrepender ao ser pressionado psicologicamente por um religioso que o obriga a lembrar-se de que tudo que vai volta. Em meu caso a história é mais escondida, não tenho cura, não sou doente, tenho consciência de meus atos e gosto do que faço. As pessoas não entendem que tudo isso que elas são em volta desses tais sentimentos é apenas uma corrente que as aprisiona em decepções, traumas, constrangimentos, dor, sofrimento, rejeição e etc. Esse é o resultado dos tais sentimentos, sentir pelo outro o que não esta em você é uma perda de tempo e energia, elas nos criticam, tentam nos consertar como se viéssemos com um erro de fabrica, mas não percebem que buscam ser o que nós somos, individuais, não choramos a noite com a rejeição de um namorado, ou a perda de um filho, somos os caçadores e todos aqueles que possuem sentimentos, são nossa caça. Hipócritas nos odeiam, mas vivem em uma sociedade que nos idolatra.
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